segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ela escreveu L'Amélies Perdues, e o mostrou. Ele disse que continha um erro gramatical.
-Não é assim que se escreve.
-Eu sei...
Ela respondeu que sabia, mas na verdade não sabia não. Mas curiosamente ao invés do seu erro gramatical envergonhá-la, ela o carregava como um emblema. Achava que isso a tornava possuidora de uma língua estrangeira, afinal, quem teria a coragem de fingir que sabia do seu erro e mesmo assim orgulhar-se de ter escrito errado?
-Eu quero escrever assim mesmo que esteja errado.
Ninguém sabia se era orgulho ou uma criatividade trangressora. Para sua mãe ela era um caso perdido. Nunca falaria uma língua tão bem quanto ela.
-O que vai ser dela?

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