Doces memórias me tentam fazer voltar
àquele segundo repleto de memórias sensitivas
de cores, barulhos, o cheiro da xícara de chá (acha Proust)
não porque aquele momento deveria durar para sempre (porque o que elegeríamos se não sabemos se momentos melhores virão?)
mas porque ele nos remete àqueles momentos nos quais não nos sentimos incompletos,
nos quais não nos perguntamos o sentido da vida, nos quais tudo pareceu ter sentido
Até parece teofania - vivemos um êxtase tão grande que não se perdeu entre as memórias
Mas viver de memórias, para memórias, é morrer de desilusão
Porque o tempo não volta, e é bom que eu não seja completo
Porque enquanto houver busca, haverá mais boas memórias -
os bons momentos se multiplicarão
e a verdade é que eu tenho preguiça de forçar a minha memória.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
E tudo começou com um sorriso
mas não escancarado, quase uma gargalhada silente, mas sim um tímido movimento dos lábios, daqueles que escapam quando se tenta esconder uma alegria no coração.
A alegria? Só ela sabia, talvez nem fosse um motivo tão grande assim.
Assim era ela, se alegrava com coisas pequenas ao mesmo tempo que coisas grandes não a impressionavam.
Alheia aos problemas que a seguiam onde quer que fosse ela era inocente, até um tipo de inocência estúpida, daquelas que teimam em não ver o apagar das luzes. Achava que perguntas eram desnecessárias, que se não entendesse era melhor assim.
Essa falta de conhecimento te cai bem menina, menina que vive nas nuvens, e cujos pés não encontram o chão.
E tudo que começa com um sorriso assim, não tem como acabar muito bem. A tristeza invejava a menina e a seguia onde quer que fosse, tentando arrancar aquele discreto sorriso dos lábios e acabar com aquela alegria que teimava em transparecer e que tomava conta dela.
mas não escancarado, quase uma gargalhada silente, mas sim um tímido movimento dos lábios, daqueles que escapam quando se tenta esconder uma alegria no coração.
A alegria? Só ela sabia, talvez nem fosse um motivo tão grande assim.
Assim era ela, se alegrava com coisas pequenas ao mesmo tempo que coisas grandes não a impressionavam.
Alheia aos problemas que a seguiam onde quer que fosse ela era inocente, até um tipo de inocência estúpida, daquelas que teimam em não ver o apagar das luzes. Achava que perguntas eram desnecessárias, que se não entendesse era melhor assim.
Essa falta de conhecimento te cai bem menina, menina que vive nas nuvens, e cujos pés não encontram o chão.
E tudo que começa com um sorriso assim, não tem como acabar muito bem. A tristeza invejava a menina e a seguia onde quer que fosse, tentando arrancar aquele discreto sorriso dos lábios e acabar com aquela alegria que teimava em transparecer e que tomava conta dela.
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