E tudo começou com um sorriso
mas não escancarado, quase uma gargalhada silente, mas sim um tímido movimento dos lábios, daqueles que escapam quando se tenta esconder uma alegria no coração.
A alegria? Só ela sabia, talvez nem fosse um motivo tão grande assim.
Assim era ela, se alegrava com coisas pequenas ao mesmo tempo que coisas grandes não a impressionavam.
Alheia aos problemas que a seguiam onde quer que fosse ela era inocente, até um tipo de inocência estúpida, daquelas que teimam em não ver o apagar das luzes. Achava que perguntas eram desnecessárias, que se não entendesse era melhor assim.
Essa falta de conhecimento te cai bem menina, menina que vive nas nuvens, e cujos pés não encontram o chão.
E tudo que começa com um sorriso assim, não tem como acabar muito bem. A tristeza invejava a menina e a seguia onde quer que fosse, tentando arrancar aquele discreto sorriso dos lábios e acabar com aquela alegria que teimava em transparecer e que tomava conta dela.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
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