
Estava com os sapatinhos brancos e cuidava para que não sofressem nenhum dano
Brancos, lindos, novos.
Tinha recebido muitas orientações para que não sofressem nenhum arranhão.
E, no esmero, de mantê-los sempre daquela maneira, não viu uma pedra no caminho.
Lá se foi menina, sapato, asfalto.
O joelho, ralado, sangrava e os cotovelos também.
Mas não era isso que doía, mas sim aquela sujeira que tinha marcado seus sapatinhos para sempre. E as lágrimas rolavam e caíam no meio da rua.
As marcas que nunca mais saíram de seu corpo, não a incomodavam, mas o sapato branco estava arruinado para sempre.
Na próxima semana lá estava a menina, toda prosa,
a ostentar novos sapatinhos vermelhos,
lindos e brilhantes.
Um comentário:
me deu vontade fazer um desenhinho pra esse texto...
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